A perspectiva de queda da taxa básica de juros (selic) – que corrige os títulos dos fundos de renda fixa - pelo Banco Central, hoje em 11,25% ao ano, a incerteza quanto ao futuro da poupança (em cuja responsabilidade o governo ameaça mexer) e a instabilidade do mercado financeiro, incluíram novamente o investimento em imóveis na discussão sobre aplicações financeiras. Depois de um período em que os negócios ficaram mais raros, as transações imobiliárias começam a voltar no último trimestre de 2008 e nos dois primeiros meses de 2009.
E são capitaneadas especialmente por quem tem intenção de usar os bens como um meio de obter renda via aluguel mensal. Segundo executivos do setor, a busca por imóveis tem sido puxada principalmente pelos investidores conservadores, escaldados pela traumática experiência no mercado de ações.
Alguns tem preferido “realizar o prejuízo”, que no jargão do mercado, quer dizer vender as ações por um preço mais baixo que pagou e perder uma eventual recuperação, e investir os cacos em imóveis.
Procura maior é por imóvel comercial, que rende mais.
A tirar pelos resultados dos lançamentos recentes, a busca tem crescido especialmente no segmento de salas comerciais, o que prova que se trata de investidores. Nesse segmento, o aluguel corresponde a um percentual maior do imóvel por mês, e pode chegar até 1,5%.
Provavelmente, são investidores. A gente não imagina que, no meio da crise, as empresas estejam crescendo (e comprando mais salas). O investidor saiu do mercado imobiliário por opção de rendimento maior e esta voltando agora, fazendo a opção pela segurança
A figura tradicional do investidor de imóveis – que marcou presença nos anos 1980, na época da inflação galopante – foi sumindo do mercado ao longo dos anos 1990, diante de opções financeiras mais rentáveis.
A escolha pelo perfil popular é explicada pela maior rentabilidade. Além disso, diz a procura de possíveis moradores é maior, pois estes imóveis atendem tanto solteiros quanto a famílias pequenas. Portanto, ficam menos tempo desocupados, um dos riscos do investimento.
Calculamos que os imóveis residências de baixo valor podem dar um rendimento mensal de 1% a 1,5% fora a valorização anual do imóvel que gira em torno de 12% a 15%.
- O mercado imobiliário está beneficiado pelo aumento da procura por ativos reais.
Consócio pode ser saída para quem quer começar.
Para quem quer fazer dinheiro no setor mas tem poucos recursos os consórcios são boas opções. Após dar o lance, receber o valor para compra do imóvel e comprá-lo, o investidor pode alugar o bem. A renda do aluguel tende a ser superior às prestações, ainda mais mbaixas do que as de um financiamento, e pode ajudar a pagar o plano.
(Fonte: Jornal O Globo - 23 de março de 2009.)