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maio de 2010
Leopoldina de braços abertos
segunda-feira, maio 17 2010 - 11:13

A boa fase do mercado imobiliário no Rio chegou para ficar também na Zona Norte. Em bairros como Bonsucesso, Olaria, Penha e Ramos, imóveis para locação já são uma raridade. Melhorias na infraestrutura previstas para os Jogos Olímpicos de 2016, facilidades de financiamento e, claro, um garoto-propaganda e tanto como o cantor Dicró, fizeram da área da Leopoldina umas das regiões mais procuradas do momento.

Em Ramos, o aumento da demanda por moradias está gerando mais empregos não só na construção, como também nas imobiliárias. Há 25 anos no mercado, Josimar Araújo, ou somente Araújo, como é conhecido, teve que contratar mais funcionários e abriu uma nova loja, para dar conta da demanda.

— Antigamente, a burocracia para o financiamento de imóveis era enorme, agora o cliente pode financiar direto na loja — conta Araújo, dono da Luz Assessoria Imobiliária.

Trunfo da região

Até março, a Caixa Econômica Federal disponibilizou R$17 bilhões em financiamentos imobiliários em todo o país. O valor é recorde, mas além do financiamento, o vice-presidente do Secovi Rio, Leonardo Schneider, aponta o custo-benefício da região como o grande trunfo:

— O fácil acesso à região, a proximidade com o Centro e o processo de revitalização do Cais do Porto estão levando moradores e investidores para a Zona Norte.

Um dos novos empreendimentos na região é o condomínio Rossi Ideal Vila Cordovil, com 440 unidades. Aproveitando o bom momento, a construtora Rossi lançou uma promoção para este fim de semana. Os apartamentos de três quartos serão vendidos a R$120 mil, quase o preço do de dois, que é R$115 mil.

Segundo José Romão Filho, diretor da Ética Imobiliária na Vila da Penha, as vendas de imóveis usados seguiram o rastro e cresceram 25% nos três primeiros meses do ano.


A rota no mapa residencial do Rio está ganhando um novo traçado
segunda-feira, maio 17 2010 - 11:12


A rota no mapa residencial do Rio está ganhando um novo traçado e incluindo áreas que estiveram esquecidas nos últimos anos por quem procura um imóvel. É da Zona Norte que vêm as estrelas do momento no mercado imobiliário. A demanda por moradias tem sido tão grande que em alguns bairros já é difícil encontrar ofertas de aluguel. Muitos querem entrar, ninguém quer sair. De olho na revitalização dos subúrbios, as construtoras voltam suas baterias para a região, lançando empreendimentos com uma infraestrutura de lazer que nada deixa a dever aos condomínios de bairros mais nobres. Imobiliárias contratam pessoais e abrem filiais para dar conta do número crescente de clientes. Enfim, o sucesso é total.
As novidades da cobiçada Zona Norte são o destaque do nosso informativo. Confira e entre nesta rota.
Tenham uma ótima semana!

Edecio Cordeiro - Presidente
em exercício do Creci-RJ

Segurança atrai investimentos em imóveis
segunda-feira, maio 17 2010 - 11:11

A perspectiva de queda da taxa básica de juros (selic) – que corrige os títulos dos fundos de renda fixa - pelo Banco Central, hoje em 11,25% ao ano, a incerteza quanto ao futuro da poupança (em cuja responsabilidade o governo ameaça mexer) e a instabilidade do mercado financeiro, incluíram novamente o investimento em imóveis na discussão sobre aplicações financeiras. Depois de um período em que os negócios ficaram mais raros, as transações imobiliárias começam a voltar no último trimestre de 2008 e nos dois primeiros meses de 2009.

E são capitaneadas especialmente por quem tem intenção de usar os bens como um meio de obter renda via aluguel mensal. Segundo executivos do setor, a busca por imóveis tem sido puxada principalmente pelos investidores conservadores, escaldados pela traumática experiência no mercado de ações.

Alguns tem preferido “realizar o prejuízo”, que no jargão do mercado, quer dizer vender as ações por um preço mais baixo que pagou e perder uma eventual recuperação, e investir os cacos em imóveis.

Procura maior é por imóvel comercial, que rende mais.

A tirar pelos resultados dos lançamentos recentes, a busca tem crescido especialmente no segmento de salas comerciais, o que prova que se trata de investidores. Nesse segmento, o aluguel corresponde a um percentual maior do imóvel por mês, e pode chegar até 1,5%.

Provavelmente, são investidores. A gente não imagina que, no meio da crise, as empresas estejam crescendo (e comprando mais salas). O investidor saiu do mercado imobiliário por opção de rendimento maior e esta voltando agora, fazendo a opção pela segurança

A figura tradicional do investidor de imóveis – que marcou presença nos anos 1980, na época da inflação galopante – foi sumindo do mercado ao longo dos anos 1990, diante de opções financeiras mais rentáveis.

A escolha pelo perfil popular é explicada pela maior rentabilidade. Além disso, diz a procura de possíveis moradores é maior, pois estes imóveis atendem tanto solteiros quanto a famílias pequenas. Portanto, ficam menos tempo desocupados, um dos riscos do investimento.

Calculamos que os imóveis residências de baixo valor podem dar um rendimento mensal de 1% a 1,5% fora a valorização anual do imóvel que gira em torno de 12% a 15%.

- O mercado imobiliário está beneficiado pelo aumento da procura por ativos reais.

Consócio pode ser saída para quem quer começar.


Para quem quer fazer dinheiro no setor mas tem poucos recursos os consórcios são boas opções. Após dar o lance, receber o valor para compra do imóvel e comprá-lo, o investidor pode alugar o bem. A renda do aluguel tende a ser superior às prestações, ainda mais mbaixas do que as de um financiamento, e pode ajudar a pagar o plano.

(Fonte: Jornal O Globo - 23 de março de 2009.)

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