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sexta-feira, setembro 28 2007 - 11:41
Com o objetivo de investir suas obras, boa parte dos brasileiros aplica suas economias na compra da casa própria, um sonho caro, por muitas vezes impossível para alguns, e associado a conceitos como segurança, conforto, status, patrimônio, etc. A discussão em torno do tema é sempre acalorada, e, dado que emoção e bons negócios quase nunca andam juntos, procurarei no artigo de hoje fornecer argumentos que o auxiliem em sua decisão.
· A ESCOLHA: Baseie-se nos critérios que você mais valoriza, tais como localização, sol da manhã, área útil, acabamento, vagas de garagem, etc. Entendo que ninguém possa (ou deva!) interferir naquilo que lhe dá prazer ou utilidade, mas alerto quanto a outros itens que nem sempre estarão visíveis na hora da compra: vizinhança, documentação, valores de condomínio e IPTU, por exemplo, são fatores que podem transformar seu sonho em pesadelo... Lembre-se que, por ser um ativo de pouca liquidez, desfazer-se do negócio nem sempre é simples ou rápido. Analise com cuidado estas questões.
· IMÓVEIS EM CONSTRUÇÃO: Tem a vantagem de serem comercializados por preços melhores do que os prontos; todavia, enquanto você não receber as chaves, o risco quanto à entrega é todo seu. Evite sustos pesquisando as empresas envolvidas (construtora, incorporadora, corretora) e leia cuidadosamente a documentação que irá assinar, usualmente uma promessa de compra e venda, e não uma escritura definitiva, o que poderá trazer riscos adicionais. Consulte um advogado se tiver dúvidas.
· IMÓVEIS USADOS: Usualmente são mais baratos, podem forçá-lo a gastar mais com reformas e consertos do que a diferença de preço para os mais novos. Cuidado!
· VENDA EM LEILÃO: Há boas ofertas, com preços imperdíveis; além das recomendações anteriores, vale verificar como você irá financiá-lo e como (e quando) você conseguirá desocupá-lo.
· SEM PRESSA: Alguns corretores botam pressão pra que você decida o mais rápido possível... Se estas forem as condições, deixe passar, afinal, um imóvel, em termos de prazo, é quase um casamento, e ninguém casa sem antes namorar, não é mesmo?
· RESERVAS: Não zere-as para comprar um imóvel, pois uma emergência pode deixá-lo em maus lençóis. Um casal torrou suas economias comprando um imóvel à vista. Por infelicidade, ambos perderam seus empregos e, hoje, têm uma dívida considerável. Possivelmente precisarão vender o imóvel, com a frustração e o desconforto que a situação lhes trará.
· USO DO FGTS: O fundo tem rendido bem menos do que a inflação; se puder, utilize-o para adquirir seu imóvel, aumentando assim suas reservas de segurança ou diminuindo o saldo a financiar.
FINACIAMENTO: Os bancos oferecem várias opções, cabendo a você avaliar taxas, prazos, prestações e saldo. De qualquer forma, recomendo cautela, procurando financiar o mínimo possível para gastar menos com juros. Financiamentos e outras questões financeiras associadas aos imóveis, entretanto, são assuntos extensos; merecerão análise, necessitando uma consulta com um advogado.
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