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setembro de 2007
Fiadores: o fim da dúvida
sexta-feira, setembro 28 2007 - 11:43

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ), em julgamento pela sua Tercei­ra Seção, estabeleceu que os fiado­res de imóveis alugados são respon­sáveis pelos débitos dos inquilinos afi­ançados até a entrega das chaves, desde que conste dispositivo expres­so em contrato, de acordo com a Lei do Inquilinato. A decisão, tomada du­rante sessão realizada no dia 22 de novembro, em Brasília, põe fim às dúvidas sobre as responsabilidades de fiadores nos casos de "prorrogação automática" dos contratos de locação.

Recentes interpretações do Judiciário desobrigavam o fiador após o simples término do contrato, mesmo que ele fosse prorrogado "automaticamente", confor­me cláusula comum nos contratos de locação, o que gerava insegurança jurídica no mercado.

Segundo Pedro Wáhmann, coordenador da Câmara Brasileira de Comércio e Serviços Imobiliários (CBCSI), a instabilidade jurídica é fonte de desestímulo de novos investimentos no setor de locação de bens imóveis no Brasil. A posição adotada pelo STJ afasta a intranquilidade no mercado de locação, e é possível que essa decisão possa trazer de volta os locadores que estavam teme­rosos, especialmente nas grandes capitais.

De acordo com pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Fundação João Pi­nheiro, cerca de 4 milhões de imóveis estão fechados porque os proprietários têm receio das cláusulas refe­rentes às garantias de recebimento dos valores dos alu­guéis. Quase 90% dos contratos locatícios, no Brasil, são firmados através da garantia de fiadores.

Trilogia do mercado de locação

Sob a tutela da CBCSI, há 8,2 milhões de contra­tos de locação predial urbana que utilizam a ferra­menta da fiança como principal garantia. Motivo for­te o suficiente para que a decisão do STJ seja come­morada pelos membros da Câmara.

"Somente com o patrocínio da segurança negocial e a agilização da dinâmica de retomada do imóvel alugado, especialmente nos casos de inadimplência, poderemos so­nhar em nos equiparar aos países desenvolvidos, que têm no setor de locação a garantia de moradia digna, fomento constante de no­vos investimentos, criação de em­pregos e geração de tributos", ar­gumentou Leandro Ibagy, coordenador de Locação da CBCSI.

Desenvolvimento do mercado de locação

Para os empresários do setor imobiliário, a acelera­ção dos procedimentos para retomada judicial dos imó­veis, que hoje leva em média 14 meses, no Brasil, tam­bém é um fator fundamental para o desenvolvimento do mercado de locação. "Muitos imóveis permanece­ram fechados durante longo tempo, tanto em função do elevado índice de insegurança jurídica quanto em ra­zão da morosidade do Judiciário", disse Ibagy.

O déficit habitacional brasileiro é estimado em 7,2 milhões de imóveis, segundo o coordenador da Câma­ra. "Com o aumento da segurança jurídica, além da in­corporação de imóveis ociosos, o ambiente pode fo­mentar novos investimentos na atividade imobiliária da construção civil, importante para a queda do número extremamente elevado de déficit habitacional", concluiu.

A redução da carga tributária que incide sobre a lo­cação de imóveis completa a trilogia indispensável à boa saúde do mercado de locação. A tributação eleva­da também é um desestímulo à ampliação da oferta de imóveis para aluguel.

Você e a casa própria
sexta-feira, setembro 28 2007 - 11:41

Com o objetivo de investir suas obras, boa parte dos brasileiros aplica suas economias na compra da casa própria, um sonho caro, por muitas vezes impossível para alguns, e associado a conceitos como segurança, conforto, status, patrimônio, etc. A discussão em torno do tema é sempre acalorada, e, dado que emoção e bons negócios quase nunca andam juntos, procurarei no artigo de hoje fornecer argumentos que o auxiliem em sua decisão.

· A ESCOLHA: Baseie-se nos critérios que você mais valoriza, tais como localização, sol da manhã, área útil, acabamento, vagas de garagem, etc. Entendo que ninguém possa (ou deva!) interferir naquilo que lhe dá prazer ou utilidade, mas alerto quanto a outros itens que nem sempre estarão visíveis na hora da compra: vizinhança, documentação, valores de condomínio e IPTU, por exemplo, são fatores que podem transformar seu sonho em pesadelo... Lembre-se que, por ser um ativo de pouca liquidez, desfazer-se do negócio nem sempre é simples ou rápido. Analise com cuidado estas questões.

· IMÓVEIS EM CONSTRUÇÃO: Tem a vantagem de serem comercializados por preços melhores do que os prontos; todavia, enquanto você não receber as chaves, o risco quanto à entrega é todo seu. Evite sustos pesquisando as empresas envolvidas (construtora, incorporadora, corretora) e leia cuidadosamente a documentação que irá assinar, usualmente uma promessa de compra e venda, e não uma escritura definitiva, o que poderá trazer riscos adicionais. Consulte um advogado se tiver dúvidas.

· IMÓVEIS USADOS: Usualmente são mais baratos, podem forçá-lo a gastar mais com reformas e consertos do que a diferença de preço para os mais novos. Cuidado!

· VENDA EM LEILÃO: Há boas ofertas, com preços imperdíveis; além das recomendações anteriores, vale verificar como você irá financiá-lo e como (e quando) você conseguirá desocupá-lo.

· SEM PRESSA: Alguns corretores botam pressão pra que você decida o mais rápido possível... Se estas forem as condições, deixe passar, afinal, um imóvel, em termos de prazo, é quase um casamento, e ninguém casa sem antes namorar, não é mesmo?

· RESERVAS: Não zere-as para comprar um imóvel, pois uma emergência pode deixá-lo em maus lençóis. Um casal torrou suas economias comprando um imóvel à vista. Por infelicidade, ambos perderam seus empregos e, hoje, têm uma dívida considerável. Possivelmente precisarão vender o imóvel, com a frustração e o desconforto que a situação lhes trará.

· USO DO FGTS: O fundo tem rendido bem menos do que a inflação; se puder, utilize-o para adquirir seu imóvel, aumentando assim suas reservas de segurança ou diminuindo o saldo a financiar.

FINACIAMENTO: Os bancos oferecem várias opções, cabendo a você avaliar taxas, prazos, prestações e saldo. De qualquer forma, recomendo cautela, procurando financiar o mínimo possível para gastar menos com juros. Financiamentos e outras questões financeiras associadas aos imóveis, entretanto, são assuntos extensos; merecerão análise, necessitando uma consulta com um advogado.
Aluguel... Um bom negócio!
sexta-feira, setembro 21 2007 - 10:26
Uma grande parte das famílias brasileiras vivem exclusivamente do aluguel. Fora das estatísticas, administradoras de empresas e especialistas em mercado imobiliário garantem: alugar um imóvel hoje, mais do que nunca, é uma boa opção de investimento.


Vantagens

Em tempos de turbulências econômicas, o imóvel é um investimento seguro. E, além da rentabilidade da locação, ele se valoriza ao longo dos anos. Apesar dos aluguéis terem caído muito, algumas locações ainda têm rentabilidade melhor do que muitas aplicações, como a poupança.

É muito comum as administradoras possuírem clientes com dezenas de imóveis para locação. Principalmente após a Lei do Inquilinato, a locação se tornou um investimento atrativo. Depois, com a estabilidade da moeda, os proprietários ficaram em situação mais cômoda. Não há mais a defasagem no aluguel como nos tempos de inflação alta.

Antigamente era habitual as pessoas aplicarem suas economias na compra e construção de pequenos imóveis. Esses bens foram passando de pai para filho e ainda hoje contribuem para aumentar a renda de muitas famílias.
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